da pilhagem consentida
Furto de UsoNa mão esquerda tatuou o sol
Com a direita me furtou todos os cheiros
Ingênua, da pilhagem não fiz caso
Deixei-me conduzir feito cordeiro
Permiti que me enterrasse o cajado
Cúmplice no descuido foi alto o preço
Hoje, uivo de dor arrependida
Ajoelho-me, penitente, me consumo
E que me perdoe, o céu, tanta blasfêmia
Mas ainda ardo, desesperada, de desejo.
mariza lourenço
[imagem michael hitoshi]








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