para S com amor
de um tempo em que voávamos dentro da mesma gaiola. de um tempo em que aprendíamos a formatar e-mails com letras, backgrounds, imagens e midis diferentes. o tempo das primeiras páginas. dos passarinhos ondulantes em flash.
de um tempo muito bom é o texto abaixo, à época e sempre dedicado a minha querida S.
de um tempo muito bom é o texto abaixo, à época e sempre dedicado a minha querida S.
porque hoje é o dia dela.
(a música de fundo também é homenagem, pena que não encontrei uma midi... hehehe)
muitos beijos e o amor da amiga
marizoca
JURO
(quase verdade pura)
Juro dessa vez eu não volto nem que se faça mandinga os anjos reclamem o mundo se acabe você vire pedra te juro não volto fique com o desamor começado no inverno o gato as chaves do inferno os vinis importados os quadros as tralhas "as mesmas toadas de natais e de férias" as contas-poupança o arremedo de sexo a última piada a sem-vergonhice do nada juro não volto eu vou é me desvestir deste ranço e sair por aí à procura da moça que se sentia feliz fazendo amor no banco traseiro de um carro que gostava da boca que lhe mordia a nuca enquanto brincava de conversar com os olhos e só por isso eu vou e ainda carrego comigo a lembrança de um punhado de ausência já que nem retrato eu quero e nada mais me arrepia nem aquele contrato que um dia assinamos entre promessas felizes de que o amor que era tanto se um dia acabasse não fosse feito vidro que deixasse ao menos a dor tinta de negra saudade...
mariza lourenço
(quase verdade pura)
Juro dessa vez eu não volto nem que se faça mandinga os anjos reclamem o mundo se acabe você vire pedra te juro não volto fique com o desamor começado no inverno o gato as chaves do inferno os vinis importados os quadros as tralhas "as mesmas toadas de natais e de férias" as contas-poupança o arremedo de sexo a última piada a sem-vergonhice do nada juro não volto eu vou é me desvestir deste ranço e sair por aí à procura da moça que se sentia feliz fazendo amor no banco traseiro de um carro que gostava da boca que lhe mordia a nuca enquanto brincava de conversar com os olhos e só por isso eu vou e ainda carrego comigo a lembrança de um punhado de ausência já que nem retrato eu quero e nada mais me arrepia nem aquele contrato que um dia assinamos entre promessas felizes de que o amor que era tanto se um dia acabasse não fosse feito vidro que deixasse ao menos a dor tinta de negra saudade...
mariza lourenço








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