da pacificação dos conflitos...
é conversando que a gente se entende
tempos atrás publiquei um texto sobre a semana da conciliação, acho que foi em dezembro, mas tô preguiçosa e não quero vasculhar meus arquivos. então, volto a falar sobre o mesmo assunto, porque no próximo dia 28/11 tem início a 6ª edição da semana nacional de conciliação (saiba mais aqui), acho necessário, porque é legal e porque a gente aprende muito quando resolve despertar para a imprescindibilidade da paz como a melhor forma de continuar vivendo, e se relacionando, num mundo caótico e conflituoso. vivemos a era do egoísmo, do individualismo exacerbado, do 'cada um por si e o resto que se exploda'. dentro dessa cultura eu e meus contemporâneos fomos criados e ainda dentro dessa cultura os jovens continuam se desenvolvendo.
mas a gente amadurece e se cansa de tantas brigas, de tantas questões mal resolvidas e que poderiam estar arrumadas se despertássemos para sentimentos tão simples como a tolerância, a paciência e a boa vontade. mas o ser humano é belicoso em suas relações pessoais e em relação ao mundo e, então, o mundo se enche de guerras e de situações litigiosas e, então, o mundo vai se esfacelando e a humanidade perdendo a sua beleza original. e a vida todo o encanto.
uma das máximas que mais tenho ouvido ao longo da minha vida profissional é: "dou um boi pra não entrar numa briga e uma boiada inteira pra não sair dela". nossa, e como as pessoas enchem a boca pra falar isso e como se sentem poderosas e ameaçadoras. uma frase de força? certamente. mas caduca, porque anda na contramão dos reclamos e anseios pela paz. e, então, me dizem: ora, por acaso eu tenho que ceder em tudo? tenho que perder? tenho que me ferrar? tenho que abrir mão? não, não e não. você só precisa aprender a dialogar, a exercitar sua capacidade de compreender outros motivos e interesses que não sejam os seus. e aí entra a conversa, e aí entra a disposição de se deixar de lado uma posição inflexível para dar lugar à vontade de se relacionar sem conflitos, para entender que as diferenças são facilmente solucionadas quando nos dispomos ao diálogo.
o primeiro passo para a garantia da paz, da harmonia, em qualquer relação, pessoal, profissional ou eventual, creia, é a boa vontade e disposição para questionarmos se, realmente, nossos interesses são os mesmos de nossas posições. se a inflexibilidade, muitas vezes, não é a culpada por carregarmos um fardo de mágoas demasiadamente pesado e inútil.
qual é nosso sonho, afinal? vivermos em paz ou atormentados por situações belicosas? a primeira opção, claro, é a que melhor atende a uma sociedade em transformação, a uma sociedade que implora sim, por justiça, mas que sabe, sobretudo, que sem paz não há como seguir adiante.
mariza lourenço
[imagem Digital Vision]









3 comentários:
Viver em paz é tudo, Drª Mariza. E suas habilidades e talento como conciliadora são conhecidas. Dá orgulho ler um artigo desses; EXCELENTE!
6:27 PMConcordo com o artigo. Porém, nem todos estão dispostos ao diálogo e sim de impor suas idéias imaturas, preconceituosas e egoístas. Por isso, apesar da mecânica quântica, vejo ser impossível o diálogo daquele que caminha com aquele que fica absorto por fotografias imóveis de situações e pessoas sem uma releitura da própria existência.
8:28 PMPerfeita! Existem três verdades, a sua a minha e a verdadeira, é um clichê, mas de grande sabedoria. Se as pessoas se tocassem que existem a verdade subjetiva e a objetiva, creio que não se amariam mais, porem certante teriam um pouco mais de respeito entre elas. Abraços!
8:04 PMseja bem-vindo, bem-vinda.
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mariza lourenço