mais uma, por favor...
sempre haverá um balcão de bar, e um lugar vazio, onde eu possa escutar alguma história tão parecida com a minha, e pedir mais uma... sem me esquecer que, lá fora, também existem gatos e gatas vagabundos, muito à vontade pra contarem algumas coisas. ou mais.
(depende do gosto e do freguês.)
(depende do gosto e do freguês.)
I - à direita
minha mulher e bla bla bla bla... procuro outra? [você é bonitinha]... e bla bla bla.
II - à esquerda
veja bem, não é uma cantada e bla bla bla.
III - no meio
veja bem, não é uma cantada e bla bla bla.
III - no meio
e eu, interessada numa vodka, puríssima, pensando em nada. pra quê? meu homem se foi, eu me fui junto com ele e a vodka me parece muito apropriada pra não lembrar, ou botar pra foder de vez, todas as canções aos pés do ouvido.
que mãos foram aquelas, meu deus... que peito, colo, ombros... e boca. e membros. e já não me lembro de mais nada além da vontade de tomar mais uma e de ouvir algumas histórias. à esquerda, à direita. dos gatos, que seja. à frente não, à frente tem um moço que me serve um tanto de felicidade.
atrás é ele. meu corpo grudado na mais indecente das danças, no mais genuino ritual de amor. essa é a minha história, tão simples como a dos gatos que se enroscam nos telhados, tão triste como às que me contam à esquerda e à direita. à frente um moço me serve uma alegria pequena. não me queixo. a vodka é pura. o que ouço não me faz rir menos do que algumas tragédias.
e a noite, como já ouvi dizer em algum canto, é parda.
mariza lourenço
[imagem Image Source]
que mãos foram aquelas, meu deus... que peito, colo, ombros... e boca. e membros. e já não me lembro de mais nada além da vontade de tomar mais uma e de ouvir algumas histórias. à esquerda, à direita. dos gatos, que seja. à frente não, à frente tem um moço que me serve um tanto de felicidade.
atrás é ele. meu corpo grudado na mais indecente das danças, no mais genuino ritual de amor. essa é a minha história, tão simples como a dos gatos que se enroscam nos telhados, tão triste como às que me contam à esquerda e à direita. à frente um moço me serve uma alegria pequena. não me queixo. a vodka é pura. o que ouço não me faz rir menos do que algumas tragédias.
e a noite, como já ouvi dizer em algum canto, é parda.
mariza lourenço
[imagem Image Source]









2 comentários:
beautiful, as always...
7:27 PME com certeza os gatos do telhado chapam o cocão.
12:03 PMExcelente texto; Me senti num pub reclamando da vida, rs.
seja bem-vindo, bem-vinda.
será um prazer ler e responder seu comentário, no entanto, optei por não aceitar comentários anônimos, ofensivos ou que, de alguma maneira, possam constranger aqueles que gentilmente se dispõem a me visitar.
caso prefira comentar ao 'pé d'ouvido' clique aqui.
grata,
mariza lourenço